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18 de Maio de 2012
Na Rio+20, a onda verde impulsionada pela sociedade civil

Por Reinaldo Canto*

Nos próximos dias desembarcam no Rio de Janeiro muitas das principais lideranças mundiais em busca de um acordo global que coloque o desenvolvimento sustentável no topo das ações e prioridades econômicas dos países. Nesses líderes estão depositadas todas as esperanças para a construção de um mundo mais justo e equilibrado. O sucesso ou o fracasso da Rio+20 dependem exclusivamente deles. Será?

Nosso destino, então, está nas mãos de alguns poderosos mais preocupados com questões internas e imediatistas do que com as futuras gerações do planeta? Sinceramente, ao observar o que acontece nesses dias no Rio de Janeiro, a resposta é um estrondoso NÃO!

A tensão que antecede às vésperas da reunião dos próximos 20, 21 e 22 de junho no Riocentro, parece não contagiar outras localidades da cidade, nas quais o cenário é de troca de experiências, conhecimento e muita, muita alegria por serem capazes de compartilhar as diversidades humanas e ecológicas que o nosso planeta foi construindo ao longo do tempo. A Cúpula dos Povos é o exemplo mais claro, mas existem outros espaços tão relevantes para a construção desse cenário.

No Cais do Porto, conhecimento e admiração

Os chamados eventos paralelos à Conferência de Desenvolvimento Sustentável têm no Cais do Porto, de frente para a poluída Baía de Guanabara, uma simbologia importante ao apresentar o tema sustentabilidade de maneira lúdica, educativa e muito divertida.

No espaço é possível admirar os brinquedos feitos com “lixo eletrônico”, ou seja, restos de computadores e celulares que ganham nova vida e colorido, ao invés de destinados a sombrios lixões e aterros para uma triste e perigosa decomposição.

Plantar árvores por meio de uma tela sensível é uma experiência virtual que os organizadores se comprometem a tornar real após o evento. Tarefa que adultos e crianças exerceram ao longo de todo o final de semana sem esforço ou desprazer.

Outras atividades sensoriais baseadas nas belezas e riquezas dos biomas brasileiros, suas plantas e animais, foram capazes de admirar e ganhar a simpatia de muitos que imaginavam tais realidades, como simples peças de ficção.

Já no Museu de Arte Moderna, o artista goiano Siron Franco exibe uma videoinstalação sensorial, que leva o visitante a conhecer a fauna e a flora do Cerrado. São 600 metros quadrados do museu ocupados por esse trabalho. Em uma das salas, o espectador pode observar a projeção de uma cachoeira, enquanto sente o cheiro de terra molhada.

Ao experimentar esse relacionamento, mesmo que virtual quem não será capaz de se emocionar e ao mesmo tempo passar a compreender melhor a importância do meio ambiente?

As crianças têm participado ativamente dessas experiências e que não devem passar incólumes em suas futuras decisões e ações como adultas. Uma geração mais consciente será vital para o futuro da humanidade.

O mundo se move

E para quem duvida das infinitas possibilidades de negócios sustentáveis e lucrativos, vale uma passadinha no espaço do Sebrae onde estão expostos inúmeros produtos e serviços.

Entre eles, o Espaço Interativo, onde os visitantes conhecem exemplos concretos de tecnologias que agregam valor ao seu negócio por meio da sustentabilidade. Já na Feira do Empreendedor e na Mostra Sebraetec estão relacionadas oportunidades de negócios e fornecedores de novas tecnologias dentro da economia verde.

Como a própria entidade afirma, “essa é uma oportunidade para inserir os pequenos negócios definitivamente na pauta global do desenvolvimento sustentável como protagonistas de transformações”.

E, são exatamente essas transformações conduzidas por milhares de pessoas em todo o planeta, algumas delas neste momento, reunidas no Rio de Janeiro, as depositárias da verdadeira esperança de um novo rumo para o planeta.

Independente dos resultados a serem alcançados na reunião oficial da Rio+20, a onda verde vai continuar a crescer. Os exemplos estão aí para quem quiser ver e nossos chefes mundiais precisarão ter a capacidade de entender os muitos sinais que vem da sociedade civil. Bastará tomar seu lugar na onda como um bom surfista ou ser tragada por ela, o que no final não será bom para ninguém.

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