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27 de outubro de 2013
Vantagens competitivas de práticas sustentáveis ganham espaço na Feira
Casos de sucesso foram apresentados durante o painel
“Sua Empresa Mais Competitiva e Sustentável”, realizado na tarde desta quinta-feira, 24

Donos de pequenos negócios apresentam práticas sustentáveis inovadoras,
através de pequenas mudanças, que garantem resultados positivos
 

Para um público de estudantes e empresários, reunidos no Auditório Empreendedorismo da Feira do Empreendedor 2013, no Centro de Convenções da Bahia, na tarde desta quinta-feira, 24, Plínio Bevervanso, da empresa BB Brindes, de Lauro de Freitas, mostrou uma experiência positiva, que envolveu fornecedores e distribuidores de seus produtos promocionais personalizados. Depois de perceber o impacto gerado pelas caixas de papelão, o empresário determinou que a matéria prima fosse recebida em caixas padronizadas e lisas, para inserção da marca própria e reutilização na etapa de distribuição junto aos clientes.

A empresa também criou uma calculadora para conscientizar os clientes para redução de gastos financeiros com copos plásticos descartáveis e sensibilizar para troca destes por canecas personalizadas. “Nós, donos de pequenos negócios, não temos um orçamento específico para projetos sustentáveis, mas podemos desenvolvê-los a partir de mudanças pontuais internas”, concluiu.

A partir do resultado obtido, o empresário se interou ainda mais de novas práticas sustentáveis até chegar ao lançamento da Linha Green, utilizando casca de coco na confecção do plástico de fabricação das canecas. A prática sustentável agregou valor às canecas produzidas, que, antes eram vendidas a R$ 2, e, com a mudança, passaram ter o valor individual de R$ 5. Esse processo rendeu reconhecimentos, como a premiação no MPE Brasil, em 2010, concedido pelo Sebrae e pela Fundação Nacional de Qualidade (FNQ).

Outro exemplo de empreendedorismo sustentável capaz de gerar incremento de renda e potencial competitivo veio do município de Santo Antonio de Jesus, na figura do empresário Melentino Tedesco, dono da Lanchonete e Restaurante Tedesco. Com crescimento líquido de 80% e otimização constante dos fluxos de processos, ao longo desses sete anos de implementação de pequenas mudanças, Melentino relembra que a primeira “decisão sustentável” veio com a redução dos níveis de gordura da água que era descartada para a rede de esgoto, através de um processo comum de decantação.

“Hoje, a empresa já está aderindo ao uso de bactérias capazes de transformar essa gordura e deixar a água limpa”, destacou Tedesco. No restaurante, a troca das lâmpadas por modelos LED está entre os investimentos da empresa, que têm retorno atestado pelo empresário. Em cálculos rápidos, ele afirma que os novos modelos duram seis anos, enquanto a quitação do investimento deve acontecer em um ano e meio. Latas de alumínio têm destino certo para recicladores, assim como papelão e demais resíduos sólidos. “Hospitais e hotéis compram em nossa mão graças a essas práticas que garantem a qualidade do nosso trabalho”, comemora.

Até chegar ao status atual de maior rede de franquias do norte do Paraná, o diretor executivo da indústria de sorvetes Gela Boca, situada em Maringá, Thiago Ramalho, passou a conhecer o assunto sustentabilidade no Programa Sebrae de Gestão da Qualidade (PSGQ). A partir daí, ele decidiu implementar novas práticas em nível estratégico, garantindo a profissionalização do negócio.

“Os primeiros indicadores mostraram que o nível de desperdício era de 8%. Com as capacitações corretas dos operadores de máquinas, reduzimos pela metade, correspondendo a uma economia de R$ 10 mil”, informa. O reaproveitamento da água da chuva na lavagem de caminhões da empresa esteve dentre as demais atitudes sustentáveis. “Percebemos o quanto, para nós, empresas de pequeno porte, as menores mudanças podem trazer resultados tão positivos para o negócio e para o meio ambiente”, conclui.

Implementar junto aos donos de pequenos empreendimentos a cultura da sustentabilidade como diferencial competitivo é um dos desafios de eventos como esse, na avaliação da coordenadora da Unidade de Inovação e Tecnologia do Sebrae Bahia, Márcia Suede. “É preciso pensar no impacto que os resíduos gerados e o consumo de recursos geram para o meio ambiente e estar atento ao fato de que a preocupação em reduzir esses desperdícios também garante de ganhos para o negócio”.

Facilitador do painel, jornalista e consultor especializado em sustentabilidade, Reinaldo Canto alertou aos empreendedores presentes sobre a importância de se anteciparem a fazer as “mudanças sustentáveis”, ligadas às questões de resíduos sólidos e uso responsável de recursos não renováveis. “A partir do momento em que as empresas se adéquem a essa questão, elas estarão pensando no futuro do negócio, garantindo a longevidade do planeta e do empreendimento”.

Feira do Empreendedor

O evento acontece até o próximo sábado, 26, e tem horário de funcionamento das 13h30 às 22h. Para visitar a Feira do Empreendedor a taxa é de R$ 5 e o valor arrecadado na bilheteria será doado para a Associação Pracatum Ação Social. Para comprar as oficinas, palestras e seminários, que custam R$ 10, R$ 20 e R$ 40, o visitante deve procurar a Central de Capacitação, na área de Educação, dentro da Feira. Cada visitante poderá participar de até dois eventos gratuitos por dia. Para conhecer toda a programação das capacitações pagas e gratuitas basta entrar no site da Feira. A Central de Relacionamento Sebrae (0800 570 0800) está disponível para esclarecer dúvidas sobre a Feira do Empreendedor.

Na Bahia, a Feira recebeu, por três vezes consecutivas (2007, 2009 e 2011), o título de melhor do país, segundo avaliação da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ). Este ano, o evento conta com o apoio da Fecomércio, Senac, Sistema FIEB, e patrocínio da TIM, Claro, Vivo, Ambev, Paraná Banco, Bradesco Empresas e Negócios, Banco do Nordeste, Instituto Mauá, Desenbahia, Sistema FAEB/Senar, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras.

 
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